EM ESPERA

The main focus of EM ESPERA is the development of a poetic and visual dialogue, as well as is a cultural exchange between the artists Ana Cristina Mendes (BR) and Nathalie Fari (BR/GE). In the center of this dialogue is the theme of WAITING and its various meanings, aspects and forms of manifestation, especially from an emotional and spatial point of view. 

For the first edition of the project the artists created a series of images based on the idea of „waiting places“, mainly in the public space of the cities of Nürnberg (GE) and Fortaleza (BR). These places served as starting point to reflect on the theme of waiting: the undefined love situations, unrequited or unexpected passions, emotional restlessness or as the Brazilian popular saying: „ficar para semente ou ficar à deriva“ (EN: staying for seed or being lost). 

In the second edition of EM ESPERA the artists explored the idea of „waiting places“ on the Internet, where the boarders and distances between two persons (real and imaginary) seem to blur more and more. Therefore they initiated a dialogue and a narrative between Berlin and Fortaleza using on one hand, the what’s app application and on the other, the symbol of a tree as an interface. What does it mean to have a long-distance relationship, even when you live in the same city? What is mine on the Internet and what comes from the other? How can we still establish real encounters and relationships and what does „real“ mean in this context? These questions served as starting point to create a video, a booklet and an installation.   

Both editions of the EM ESPERA project happened in the context of the exhibitions and cultural exchange programs from Ponte Cultura e.V.: in 2012 at the former AEG Factory in Nürnberg (GE) and in 2013 at the Pinacoteca de São Bernardo do Campo (BR). 

Material: 

FIRST EDITION: 

6 Dyptichs 75,00 x 54,00 cm, audio and poem from Daniel Faria:

Repito que vivo enclausurado na agilidade de um animal nascido. Correndo ao lado dele, correndo para ele – era assim Que eu queria que fosse a linguagem veloz: Uma casa para a infância com trepadeiras para que as palavras ficassem como frutos no alto.

Repito acorrida na memória quando estou parado. Penso velozmente que o amor, como Dante disse, é um estado de locomoção. É um motor. E fico a trabalhar no mecanismo secreto do amor. Sei que estou em viagem na palavra que se move.

Repito o trajecto para ver o poema de novo – era assim que eu queria que fosse a linguagem de uma coisa amada. Correndo ao meu lado, correndo para mim no mecanismo violento do amor. Era nele que eu queria a casa com trepadeiras onde as palavras ficassem silenciosas e altas como um pátio interior.

SECOND EDITION:

99 images 14,00 x 12,00 cm in cd boxes, booklet «TEMPO REAL» (EN: real time) and video. 

Date: 
2012/ March - 2013/ September
Credits: 

Idea, Concept and Performance: Ana Cristina Mendes and Nathalie Fari // Photography: Ana Cristina Mendes and Nathalie Fari // Graphic Design Booklet: Áureo Tupinamba Jùnior   

Press Notes: 

"As artistas subvertem e quebram as possibilidades de um sentido narrativo único em suas poéticas. Injetam fantasias e sutilezas que se combinam e se complementam entre si. Ao invés de nos oferecer uma história e um personagem, elas se tornam tanto texto como protagonistas em sua obra.

Ficção e realidade, olhar e ser olhado, o confessional e o público, os desejos e as frustrações são alguns dos lugares visitados por elas, na direção de uma espera rizomática, imanência vaporosa em constante construção e caos… Nas palavras de Deleuze e Guattari: “riacho sem início nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio”. 

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"The artists subvert and break in their poetics the possibilities of a single meaning for narration. They inject fantasies and subtleties that combine and complement each other. Instead of offering us a story or a character, they become the text and the protagonists of their work. 

Fiction and reality, look and be looked at, the confessional and the public, desires and frustrations are some of the places visited by them towards a rhizomatic waiting, a vaporous immanence in constant construction and chaos… In the words of Deleuze and Guattari: „stream without a beginning or an end, which erodes its two banks and picks up speed in the middle“. 

Ana Cecília Soares / Booklet TEMPO REAL 

 

Videos: